Ela apareceu-me nos sonhos uma vez, deixou a sua marca e nunca mais apareceu. Durante o dia penso que ela irá novamente aparecer, espero pela noite, mas nunca acontece.
Por isso, escrevo umas linhas sobre ela, na esperança de que o meu subconsciente escute e programe os meus sonhos como os quero.
Eu sei que ela está viva, que está viva dentro de mim, que está a tentar entrar em contacto comigo. Ela sabe que eu estou a tentar entrar em contacto com ela.
Estendemos ambos as mãos o mais longe que podemos mas parece haver uma cortina muito fina, quase invisível, que nos separa.
No hotel pérsico, em frente ao palco onde a vi pela primeira vez, encontro-me sozinho à espera dela. Sei que ela está algures naquele plano, mas não sei aonde.
Olho à volta, procuro-a por entre a multidão. Consigo ver a sua irmã. Ela está no mesmo sítio onde a vi pela primeira vez. E se os acontecimentos se repetissem ela deveria estar a aparecer agora.
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