São recordações de um passado distante,
Uma contínua perturbação permanente
Que provoca um desconforto constante,
Porque a verdadeira identidade está ausente.
O Passado e Presente estão em conflicto,
A droga de escrever domina a vida,
Saciaria o vício com mais um escrito
Mas a vocação fora há muito esquecida.
Por causa da sua inconstestável rejeição,
O autor cinde a sua personalidade,
E esta esquizofrénica alucinação
Assume própria forma e autoridade.
Após a ressaca e de volta ao presente,
Reencontra o poema abandonado,
Rejeitando a autoria veentemente,
Embora no clímax do delírio o tivera esboçado.
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