Um caderno, uma Parker de mola, e um café. São os ingredientes para abrir a mente. E despejar cá para fora tudo o que está entulhado lá dentro.
A mente vai constantemente sussurrando, mas quando é para ter uma conversa a sério, fecha-se no quarto como um adolescente na idade do armário.
Para saber o que se pensa, não basta pensar nessa questão. É preciso tocar à campainha, bater à porta e perguntar à mente se estão.
Porque embora "eu penso, logo existo", a mente seja eu, e eu a mente, a verdade é que ela só consegue um diálogo com o subconsciente.
Por isso, aquilo que se quer e não quer pouco importa. Nas questões da mente, é preciso escutar e saber ouvir. E um caderno, caneta, e café são como um terapeuta sentado na sua cadeira, aberta a porta.
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