Vem comigo ver as estrelas ao parque. Há um candeeiro lisboeta ao lado de um banco de jardim. Quando nos sentamos juntos a ver estrelas, o tempo parece não ter fim.
Quando vejo os teus grandes olhos esqueço-me do porquê de estarmos sentados no banco de jardim, e apenas nos teus olhos consigo pensar.
Quanto sinto a tua mão na minha, um arrepio solta uma faísca, e toda a paisagem do parque e das estrelas desaparece. Apenas a luz do candeeiro sob nós como um foco de luz radiante permanece.
E quanto sinto os teus calorosos e húmidos lábios no meus, um calor pulsante no coração nasce e rapidamente se dispersa dos pés às mãos, e por breves momentos toda a realidade desvanece.
Este é o meu desejo e todos os dias quero viver esta sensação. E por isso todos os dias no parque lá me sento na esperança de que este meu desejo seja também o teu, e de que por lá apareças no parque à mesma hora que eu.
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