Há uma dor que me olha nos olhos com um olhar frio e, assim que sinto o seu olhar, olho para a distância segura, onde me refugio.
Ela olha para mim confiável porque me quer contar a verdade. E eu com medo escolho viver em mentira, que é um alçapão para a infelicidade.
E assim neste desencontro de olhares, a verdade e a mentira vão batalhando, e quanto mais ganho neste duelo traidor, mais tempo vou gastando.
E quando dele sair vencedor, a sobra da vida que me restará vai mostrar-me como afinal fui eu o perdedor.
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