Eu sei o que é preciso fazer e não faço. Adio, adio e adio, até quase me esquecer daquilo que eu sei que preciso de fazer.
Mas não é por adiar que o problema vai embora. Intensifica-se mais ainda porque até ele mesmo está à espera de uma resolução que a dor cinde.
Portanto, o meu saber e a minha dor unem-se em interrogação, tentando perceber por que é que eu estou em negação?
Eu até responderia só que infelizmente não sei. E se for por falta de coragem... bom, então assim nem o direi.
Ou direi amanhã, quando... se souber ao certo. E até lá continuarei a fugir, prolongando esta dor que há muito me vem a perseguir.
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