Quando me for, deixarei os meus escritos, com tudo aquilo que gostava de ter dito, com tudo aquilo que era importante para mim, correndo o risco de que quanto mais neste mundo estiver enraizado, mais difícil será para os que ficam para trás quando eu estiver do outro lado.
Quando me for, haverá os que viram, os que ouviram, e os que sabem; os que disseram, que ajudaram, e que fazem. Haverá toda e mais alguma gente que antes de me ir não constavam, e logo no momento seguinte aos molhos como erva daninha brotam.
Por isso, nos escritos aparecem os que estavam na altura e mais não. E quem diz que lá estava e não aparece escrito, ou é mentiroso, ou é ladrão.
Tags: laranja, prosa-lírica